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Dupla de coaches cria projeto educacional para ajudar jovens a descobrirem a profissão

Dupla de coaches cria projeto educacional para ajudar jovens a descobrirem a profissão

RIO — Escolher a profissão que será exercida ao longo da vida é um dos principais dilemas enfrentados pelos jovens. Além do interesse pessoal por determinada área, fatores como aptidão, mercado de trabalho e retorno financeiro precisam ser levados em consideração, aumentando ainda mais as dúvidas e incertezas. Para ajudar estudantes a descobrirem suas vocações, dois moradores da região se uniram para lançar o Projeto Genesis, que estimula jovens a conheceram seus propósitos de vida, talentos e habilidades, para fazerem escolhas profissionais mais acertadas.

O trabalho realizado pela dupla de coaches Leandro Piccoli, morador do Recreio, e Maria Flávia Bernardes, moradora da Barra, inclui testes, dinâmicas e ferramentas validadas do processo de coaching. De acordo com Piccoli, os trabalhos e exercícios do projeto se diferem dos já conhecidos testes vocacionais ou de aptidão.

— O teste vocacional é uma análise superficial de perfil. O jovem consegue saber se o perfil dele é mais para exatas, humanas ou biologia. Nós trabalhamos profundamente o autoconhecimento e os valores de cada indivíduo para fazer com que se faça a melhor escolha — explica Piccoli, que tem formação em Marketing.

A dupla realiza atendimentos individuais ou em grupo. O formato pensado para escolas consiste em cinco módulos, onde são trabalhadas questões como ansiedade, autoconhecimento, valores, talentos e propósitos de vida. Ao todo, os diferentes encontros com as turmas somam cerca de 12 horas.

— Dificilmente o jovem faz uma pausa para se conhecer e se analisar. Nessa fase de escolha profissional é imprescindível que cada um saiba exatamente o que é, do que gosta, onde deseja chegar e quais são os sonhos que tem — explica Flávia, psicóloga de formação.

De acordo com um levantamento feito por ela, apenas 36% dos alunos que concluem a graduação em uma universidade privada atuam na área de formação. No caso dos alunos de universidades públicas, este índice é ainda menor: 32%. Para ela, estes números poderiam ser maiores caso as escolhas profissionais fossem feitas de forma mais cuidadosa.

Atuando na área de coaching há seis anos, Flávia conta que notava uma grande demanda por parte dos jovens que estavam perdidos na hora da escolha da carreira. A profissional relembra o trabalho que a inspirou a ajudar um público maior de jovens a descobrir seus verdadeiros propósitos de vida.

— Fazendo coaching individual, trabalhei com três irmãos que inicialmente chegaram dizendo que tinham uma inclinação para medicina. Durante o trabalho, percebi nitidamente o que tinha nascido para a função, o que estava pensando apenas no retorno financeiro e o que estava visando a medicina por pressão dos pais, que eram médicos. Trabalhando os valores, vi que dois deles não possuíam o valor de ajudar o próximo, apenas tinham o comprometimento com eles próprios. Foi um trabalho complexo, mas enriquecedor para todos — relembra a especialista.

Fonte: oglobo.globo.com